A psoríase é uma doença inflamatória crónica da pele que afecta cerca de 2% da população, e que se inicia geralmente entre os 10 anos e os 30 anos.

A sua origem não é conhecida, mas a doença é em parte genética. A doença pode evoluir por surtos,com períodos de agravamento, desencadeados por factores ambienciais.

O diagnóstico é clínico. A psoríase caracteriza-se pelo aparecimento de placas vermelhas cobertas por uma espessa crosta esbranquiçada que parece escamar. As zonas afectadas são, principalmente, os cotovelos e joelhos . As lesões estendem-se por vezes ao couro cabeludo, às palmas das mãos e plantas dos pés.

As placas têm origem numa resposta exagerada do sistema imunitário do organismo. Correspondem ao aumento de espessura da pele provocado pelo aumento das células que se acumulam na camada externa da pele, a epiderme, resultante da reação inflamatória.

A psoríase não é contagiosa.

As unhas podem ser afectadas sob a forma de distrofia ungueal com hiperqueratose (unhas grosseiras), outras vezes sob forma de pitting ungueal (pequenas depressões, como picadas de alfinete) ou ainda com um aspecto que é característico da Psoríase, a onicólise (separação da unha do seu leito distal). O que condiciona em muitos casos impotência funcional, dor e stress psicológico, com repercussão na qualidade de vida dos doentes.

Entre 5-30% dos doentes com psoriase podem desenvolver artrite psoriásica. A artrite ou inflamação das articulações manifesta-se por rubor (vermelhidão), edema (inchaço), calor e dor na área afectada.

Os doentes com psoriase têm risco aumentado de outras doenças : diabetes, doença inflamatória do intestino, hipertensão arterial, doenças cardíacas e depressão.

Não existe cura definitiva mas os tratamentos actuais permitem controlar os sintomas. O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença.

Em 80% dos casos a doença é ligeira e as lesões da pele podem controlar-se com tratamentos aplicados localmente (corticosteroides tópicos, análogos da vitamina D).

Quando a doença é moderada a grave inicia-se o tratamento sistémico convencional como a fototerapia, ciclosporina, metrotrexato ou acitretionina.

Quando o doente não responde a este tipo de tratamentos deve ser instituída terapêutica biológica, que demonstrou grande eficácia tanto nos doentes com psoriase em placas e psoriase ungueal, como nos doentes com artrite psoriásica.

Os medicamentos biológicos são complexos macromoleculares purificados a partir de substâncias biológicas (humanas, animais, plantas ou micro-organismos) recorrendo a técnicas de engenharia genética ou síntese química. Contrariamente aos fármacos convencionais, os medicamentos biológicos são moléculas que reproduzem as existentes no organismo humano. O racional para a sua utilização baseia-se na capacidade de inibirem a actividade imunológica identificada em algumas patologias, com regularização das alterações presentes na inflamação crónica.

Este conteúdo é meramente informativo, sendo os profissionais de saúde quem melhor podem responder a todas as suas questões sobre esta doença.