A sua causa é desconhecida mas, parece existir uma predisposição genética e uma resposta imunitária exagerada a um estimulo inflamatório ou infeccioso.

Em Portugal a prevalência estimada é de cerca de 71 por 100 000 habitantes. Atinge maioritariamente a faixa etária dos 40-64 anos e o sexo feminino. A doença é crónica e pode evoluir por surtos.

O processo inflamatório atinge preferencialmente o intestino grosso a partir do recto. A inflamação pode atingir toda a espessura da parede intestinal e provocar úlceras (feridas).

Os sintomas mais frequentes são a diarreia crónica que pode conter sangue e muco, e as hemorragias rectais. Outros sintomas frequentes são a dor abdominal tipo cólica e dor relacionada com a defecação ou tenesmo, a febre e a perda de peso. Sintomas não relacionados com o tubo digestivo, como dores em articulações e lesões de pele, também podem ocorrer.

O diagnóstico é feito pela combinação da clínica com exames laboratoriais, imagiológicos e endoscópicos.

Não existe cura definitiva mas os tratamentos actuais permitem controlar os sintomas.

O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença e manifestações extra-intestinais.
A terapêutica médica na doença ligeira baseia-se na utilização de mesalazina , a que se associam corticoides nas fases agudas. Na doença moderada a grave, e na doença complicada utilizam-se medicamentos imunossupressores (azatioprina) e/ou terapêutica biológica (infliximab ou adalimumab) .

Os medicamentos biológicos são complexos macromoleculares purificados a partir de substâncias biológicas (humanas, animais, plantas ou micro-organismos) recorrendo a técnicas de engenharia genética ou síntese química. Contrariamente aos fármacos convencionais, os medicamentos biológicos são moléculas que reproduzem as existentes no organismo humano. O racional para a sua utilização baseia-se na capacidade de inibirem a actividade imunológica identificada em algumas patologias, com regularização das alterações presentes na inflamação crónica.

A cirurgia é necessária quando não há resposta ao tratamento médico ou em caso de complicações.

Este conteúdo é meramente informativo, sendo os profissionais de saúde quem melhor podem responder a todas as suas questões sobre esta doença.