A ideia de que a doença de Parkinson é exclusiva aos mais velhos deve ser desmistificada, 20% dos casos são diagnosticados antes dos 50 anos de idade.

neurologia

A Doença de Parkinson é uma doença neurológica que afeta cerca de 1% da população mundial com idade superior a 65 anos. Em Portugal, estima-se que existam atualmente aproximadamente 18.000 doentes. Os sintomas da doença surgem mais frequentemente após os 55 anos, sendo considerados raros os casos diagnosticados antes dos 40 anos. Ainda não se conhece a causa da doença, contudo admite-se que esteja relacionado com fatores ambientais e genéticos.


Parkinson

A doença de Parkinson é uma perturbação degenerativa e lentamente progressiva do sistema nervoso que apresenta várias características particulares: tremor em repouso, lentidão na iniciação de movimentos e rigidez muscular.

O fator idade é o que apresenta maior relevância para esta doença, seguido do historial familiar e do género masculino. Esta é uma doença de progressão lenta em que doentes que se encontram nas fases mais avançadas são limitados por infeções e por complicações resultantes de quedas.

Para além da DP, existem outros parkinsonismos primários e parkinsonismos secundários.
O parkinsonismo primário não tem uma causa clara e inclui várias doenças neurodegenerativas. No parkinsonismo secundário é possível determinar uma causa concreta que é passível ou não de ser revertida e/ou controlada. Cerca de 25% dos parkinsonismos é provocado por fármacos, sendo esta a forma mais frequente de parkinsonismo depois da DP. Este parkinsonismo pode ser reversível em caso de identificação e interrupção da medicação. A doença vascular cerebral ou infeções com atingimento preferencial dos gânglios da base podem também levar ao desenvolvimento de parkinsonismo.

O diagnóstico da Doença de Parkinson (DP) é feito por um neurologista, que tem por base os critérios clínicos de Parkinsonismo, a história clínica do paciente e um exame neurológico. O Parkinsonismo define-se como bradicinesia (lentificação dos movimentos), conjugado com pelo menos um dos seguintes sintomas: rigidez muscular; tremor de repouso dos membros; instabilidade postural. Estas alterações ocorrem por alteração dos gânglios da base, centros cerebrais que controlam e coordenam os movimentos.
Para além dos sintomas motores, vulgarmente ligados à DP, existem sinais e sintomas não motores que lhe estão relacionados, como apatia, ansiedade, ataques de pânico, alucinações, alterações cognitivas, hipotensão ortostática, alterações urinárias e sexuais, salivação excessiva, sudorese e seborreia exageradas, alterações sensitivas, dor e fadiga.

Existem várias formas de tratar esta doença, quer seja através de fármacos (dopaminomiméticos, inibidores enzimáticos, antagonistas da via do glutamato e antagonistas da via da acetilcolina ou anticolinérgicos) ou de cirurgia. Tem sido considerado que a cirurgia deve ser uma indicação em doentes com complicações motoras severas e grave incapacidade, situação em que está comprovada a sua superioridade em relação ao tratamento com os fármacos existentes. No entanto, um estudo recente mostrou que em fases menos avançadas da doença a cirurgia também é superior aos fármacos orais, pelo que existe tendência a propor este tratamento em fases menos avançadas da doença.


Manual de exercícios para o doente com Parkinson:

Os estudos indicam que fazer exercício ajuda as pessoas com a doença de Parkinson a melhorar a sua mobilidade e a desempenhar as tarefas rotineiras de uma forma mais facilitada.


Manual para Pessoas com Parkinson:

Desenvolvido em parceria com a SPDMov e a APDPk tem como objetivo primordial informar e aconselhar o paciente e o cuidador para o tratamento da Doença de Parkinson, após o seu diagnóstico.