Osteoporose: Mais vale prevenir!


OSTEOPOROSE

Os minerais como o cálcio e o fósforo dão solidez e densidade aos ossos. O organismo requer um fornecimento adequado de cálcio e de outros minerais para manter essa densidade óssea. Deve, além disso, produzir as quantidades adequadas de hormonas como a hormona paratiroideia, a hormona do crescimento, a calcitonina, os estrogénios nas mulheres e a testosterona nos homens. Também precisa de um fornecimento adequado de vitamina D para absorver o cálcio dos alimentos e incorporá-lo nos ossos. Quando o organismo não é capaz de regular o conteúdo mineral dos ossos, estes perdem densidade e tornam-se mais frágeis, provocando osteoporose.

A osteoporose é uma doença silenciosa, isto é, não causa sintomas até que aconteça a sua consequência mais grave, a fratura óssea. As fraturas típicas da osteoporose ocorrem ao nível da coluna vertebral, do punho e da anca. Os ossos aumentam a sua densidade até atingir o seu pico máximo por volta dos 30 anos de idade. A partir de então, a densidade óssea diminui lentamente, estimando-se a diminuição de 0,3% ao ano. Na mulher, a perda é maior nos 10 primeiros anos após a menopausa, podendo chegar a 3% ao ano, sendo a perda maior na mulher sedentária. Quando o organismo não é capaz de regular o conteúdo mineral dos ossos, estes perdem densidade e tornam-se mais frágeis, provocando osteoporose.

De acordo com critérios da Organização Mundial de Saúde, 1/3 das mulheres brancas acima dos 65 anos apresentam osteoporose e estima-se que cerca de 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a sofrer alguma fratura osteoporótica. Em Portugal, a prevalência de osteoporose é de 10,2%. A prevalência nas mulheres é de 17% e nos homens de 2,6% (dados Reuma.pt). São considerados fatores de risco a história familiar de fratura osteoporótica, (familiar de 1º grau), sexo feminino e raça caucasiana, baixo índice de massa corporal, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, amenorreia (ausência de menstruação), nuliparidade (sem filhos) e menopausa precoce, consumo excessivo de cafeína e endocrinopatias. Há medicamentos que também podem ser a causa de osteoporose (por exemplo, anticoagulantes, anticonvulsivantes, corticosteroides).

Em caso de fratura, o diagnóstico de osteoporose baseia-se numa combinação de sintomas, exame físico e radiografias dos ossos, podendo ser necessários outros exames complementares para afastar doenças curáveis que também provocam osteoporose. A osteoporose pode ser diagnosticada antes da ocorrência de fraturas, por meio de exames que medem a densidade dos ossos. O mais preciso destes exames é a densitometria óssea (ou DEXA).

A prevenção da osteoporose é mais eficaz que o seu tratamento e consiste em manter ou aumentar a densidade óssea por meio do consumo de uma quantidade adequada de cálcio, da prática de exercícios nos quais se deve suportar o peso corporal (exercícios com carga, por exemplo, caminhadas) e, em alguns casos, da administração de medicamentos que diminuem a reabsorção óssea.

O objetivo do tratamento consiste em aumentar a densidade óssea. Todas as mulheres, sobretudo as que sofrem de osteoporose, deveriam tomar suplementos de cálcio e vitamina D. Os bifosfonatos são úteis no tratamento da osteoporose. O alendronato reduz a velocidade de reabsorção óssea nas mulheres pós-menopáusicas, aumentando a massa óssea na coluna vertebral e nas ancas e reduzindo a incidência de fraturas.

Este conteúdo é meramente informativo, sendo o reumatologista quem melhor pode responder a todas as suas questões sobre esta doença.