Um passo mais perto da eliminação

Comissão Europeia concedeu autorização de comercialização a um medicamento inovador da MSD no tratamento da hepatite C crónica

A partir de hoje, é possível a comercialização de um medicamento inovador da MSD, para a hepatite C crónica, nos 28 países membros da União Europeia, bem como nos membros do Espaço Económico Europeu, Islândia, Liechtenstein e Noruega.

A aprovação foi concedida pela Agência Europeia do Medicamento, organismo que regula e avalia os fármacos na União Europeia.

O Dia Mundial das Hepatites assinalou-se a 28 de Julho e o tema deste ano incide na estratégia de eliminação global, tendo como objetivo chamar a atenção para o programa da Organização Mundial de Saúde que visa neutralizar a hepatite C crónica enquanto ameaça de saúde pública até 2030.

Este objetivo ambicioso passa por diversos aspetos, desde a prevenção da transmissão, ao diagnóstico até à disponibilização de medicamentos inovadores para o tratamento desta doença infeciosa.

A MSD, que vê agora aprovado este novo medicamento, tem um legado de mais de 30 anos no combate à hepatite C crónica e continua empenhada em proporcionar opções de tratamento ao maior número de doentes e em ajudar a reduzir o impacto da doença em todo o mundo.

Apesar dos recentes avanços a nível do tratamento, a hepatite C continua a representar um grave problema de saúde pública, nomeadamente em grupos de risco, como é o caso dos doentes reclusos e dos doentes em terapêutica agonista de opióides.

Em Portugal, 88% dos utentes em tratamento da toxicodependência que são utilizadores de droga por via endovenosa, apresentaram resultado positivo para o vírus da hepatite C (VHC). Ou seja, cerca de 9 em cada 10 utentes tem anticorpos para o vírus da hepatite C, segundo dados do relatório anual do SICAD (Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências). Algo que também acontece entre a população reclusa em tratamento da toxicodependência. Dentro dos estabelecimentos prisionais, 72% dos infetados pelo VIH são também positivos para o VHC, ou seja, 7 em cada 10 reclusos. Na realidade, a prevalência da Hepatite C entre a população reclusa tem vindo a aumentar.

Hoje, a Hepatite C crónica está na agenda pública de autoridades de saúde e políticos de todo o mundo, numa altura em que ainda afeta de 130 a 150 milhões de pessoas a nível mundial e causa cerca 500 mil mortes por ano.

Leia aqui o comunicado