Vencedor do Prémio Maria José Nogueira Pinto junta fonética, braille, língua gestual e alfabeto num baralho de cartas inovador

Vencedor do Prémio Maria José Nogueira Pinto junta fonética, braille, língua gestual e alfabeto num baralho de cartas inovador

  • EKUI é uma metodologia de alfabetização inclusiva única em Portugal e no mundo;
  • 26PR – Premio MJNP 2018 – Comunicado vencedores Cartas EKUI juntam braille, língua gestual, grafia e alfabeto fonético internacional;
  • Objetivo é ensinar crianças e adultos a comunicar sem barreiras;
  • Projeto já envolveu mais de 30 mil crianças e adultos através das escolas, famílias e profissionais;
  • Próximo passo: disseminar a metodologia através da criação de uma app e tutoriais digitais.

 

MSD, Paço de Arcos, 5 de julho de 2018

Projeto “EKUIzar para mudar o Mundo!” da Associação Leque é o grande vencedor da 6ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social. O projeto pretende levar mais longe a metodologia EKUI, uma metodologia de alfabetização inclusiva única, que conjuga quatro formas de comunicação diferentes num baralho de cartas inovador. O projeto, que apresenta uma componente didática e lúdica, tem como principal objetivo alfabetizar e reabilitar pessoas com e sem necessidades especiais. Conjugando a língua gestual, o braille, o grafismo e a fonética do alfabeto, a Associação acredita que é possível quebrar de forma eficiente barreiras de comunicação, resultantes de situações como analfabetismo, doença ou deficiência que afetam cerca de 18% da população portuguesa. Este projeto foi distinguido pelo Júri do Prémio por ser aquele que mais corresponde ao conceito “socialmente responsável na comunidade em que nos inserimos”, defendido por Maria José Nogueira Pinto.

Desde que foi lançado, em 2015, o EKUI já contribuiu para a alfabetização de 2 mil crianças do pré-escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico, e chegou a 30 mil crianças e adultos através de diferentes atividades, como formação de professores, terapeutas e educadores e rastreios nas escolas. Para dar continuidade ao projeto, a Associação Leque pretende apostar no desenvolvimento de uma app e de tutoriais digitais, com o propósito de chegar a um maior número de pessoas e de aumentar o impacto social e económico.

Nesta Edição, o Júri atribuiu também quatro Menções Honrosas aos seguintes projetos: “Equipa de Recados”, da Associação Juvenil para o Desenvolvimento (AJUDE); “EIS – Empreendedorismo e Inovação Social (CSM)”, da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL); “Entre Pares”, da Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor; e “Bem – Humanizar Equipa Domiciliária de Cuidados Paliativos”, da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez.

A 6ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social contou com um número recorde de candidaturas, com um total de 125 projetos inovadores, provenientes de instituições privadas de solidariedade social de vários pontos do país.

A Cerimónia Pública de Atribuição da 6ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social realiza-se, hoje, dia 5 de julho, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, pelas 17H30. O orador convidado desta edição é D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa.

Este Prémio é atribuído anualmente com o valor pecuniário de 10.000€ ao Grande Vencedor e 1.000€ a cada uma das Menções Honrosas. Instituído em 2012 pela MSD, o prémio pretende distinguir o trabalho desenvolvido por pessoas, individuais ou coletivas, que se tenham destacado no contexto da responsabilidade social.

O Júri é presidido por Maria de Belém Roseira e composto por mais seis personalidades: Anacoreta Correia, Clara Carneiro, Isabel Saraiva, Vítor Feytor Pinto, Jaime Nogueira Pinto e Pedro Marques, em representação da MSD.

 

Descrição dos projetos distinguidos

 

Primeiro Prémio

Projeto “EKUIzar para mudar o mundo!”, da Associação Leque

A EKUI é a primeira metodologia de alfabetização/reabilitação inclusiva no mundo e tem como objetivo eliminar as barreiras de comunicação desde a escola, agindo de forma preventiva. Esta estratégia de alfabetização é aplicada através de um baralho de 26 cartas com o alfabeto, que congregam quatro estratégias de comunicação diferentes: Língua Gestual, Braille, Alfabeto Fonético e grafia do português.

Esta metodologia foi lançada em 2015, tendo alfabetizado e reabilitado 2 mil crianças em 200 escolas do país. Chegou a 30 mil pessoas através de atividades como Formação de Formadores e Rastreios nas Escolas. Os próximos passos passam pela criação de uma app com componente didática e formativa, mas também lúdica, com vídeos e audiodescrição. Pretende-se, ainda, desenvolver um conjunto de tutoriais para YouTube com dicas para a utilização correta da metodologia EKUI na escola, em família ou em contexto clínico.

 

Menção Honrosa

Projeto “Equipa de Recados”, da Associação Juvenil para o Desenvolvimento (AJUDE)

O isolamento da população mais idosa é uma situação cada vez mais recorrente em Portugal e é, por isso, que surge a Equipa de Recados, um banco de voluntários que  acompanha os idosos em várias necessidades. Será também disponibilizado um vasto conjunto de atividades adaptadas à população, de modo a responder a casos de dificuldades de mobilidade, visão, audição, entre outros.

A Equipa de Recados apresenta-se como um projeto único na região, já que, na União de Freguesias de Algés, Cruz Quebrada / Dafundo não é prestada nenhuma resposta social que responda a este tipo de desafios, mesmo havendo um número elevado de pessoas idosas (cerca de 19% da população.) Os principais objetivos passam por combater o isolamento da pessoa idosa, bem como promover a autonomia e a participação social.

 

Menção Honrosa

Projeto “EIS – Empreendedorismo e Inovação Social (CSM)”, da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL)

Este projeto irá implementar o Centro de Serviços Manipulados nas instalações da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL). Este centro será especializado em serviços de outsourcing para empresas, como inclusão social e profissional através da colocação de pessoas com Deficiência e Incapacidade no Centro de Actividades Ocupacionais e do Centro de Emprego Protegido. Pretende-se encontrar respostas diferentes e mais inovadoras de ocupação para estas pessoas, permitindo que mantenham uma atividade profissional.

 

Menção Honrosa

Projeto “EntrePares”, da Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor – Lisboa

“EntrePares” é um projeto-piloto na área de Educadores de Pares (EP) que tem como objetivo capacitar um grupo de 10 mulheres em condições sociais mais fragilizadas para que, após formação, possam estar aptas a criar uma coesão de grupo e incentivar a um ativismo informado e organizado. Pretende-se contribuir para a mobilização de um grupo de pares para a defesa dos seus direitos, consolidação dos deveres e de um aumento de participação cívica e ativa junto da comunidade. O projeto prevê também presença digital, com as atividades a serem divulgadas em plataformas digitais.

 

Menção Honrosa

Projeto “Bem – Humanizar Equipa Domiciliária de Cuidados Paliativos”, da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez

A missão da Equipa Domiciliária de Cuidados Paliativos Humanizar, criada em 2014, é promover o bem-estar dos doentes e famílias através de uma prestação de cuidados multidimensionais para assegurar a preservação da dignidade da pessoa. O trabalho desta equipa assenta no controlo ativo dos sintomas e na prática de um trabalho interdisciplinar em equipa, gratuito para o cidadão.

Até março de 2018, já foram apoiados 435 utentes, nos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, 596 familiares receberam apoio ao luto e 60 participaram nas sessões de grupo. No âmbito deste projeto, é ainda prestada consultoria em IPSS e Unidades de Cuidados Continuados.

 

Para mais informações consulte o Comunicado dos Projetos distinguidos.

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