Acredita-se que o vírus da imunodeficiência humana (VIH) teve origem no continente Africano, inicialmente em primatas não humanos e foi posteriormente transferido para seres humanos no início do século XX. A infeção por VIH está documentada na maioria dos países do mundo, mas as taxas de prevalência variam de país para país.

 


VIH

De acordo com a DGS, em Portugal assistiu-se a um decréscimo do número de novos casos notificados de infeção por VIH. Em 2014, a proporção de casos na faixa etária entre os 20 e os 44 anos continuou a diminuir, 60.8% e simultaneamente mais de 25% do total de novos casos notificados ocorreram em pessoas com 50 ou mais anos de idade e 6.5% em pessoas acima de 65 anos.

Os dados da UNAIDS 2015 indicam que, em 2014, existiam 36.9 milhões de pessoas infetadas por VIH. Em Junho de 2015, 15.8 milhões de pessoas tinham acesso ao tratamento anti-retrovírico. Em 2014 existiam 2 milhões de novas pessoas infetadas por VIH e 1.2 milhões morreram de doenças relacionadas com a síndroma de imunodeficiência adquirida (SIDA).

A infeção causada pelo VIH é a causa da síndroma da imunodeficiência adquirida, também conhecida por SIDA.

O VIH compromete o sistema imunológico, levando a um enfraquecimento progressivo das defesas do organismo e a uma susceptibilidade aumentada a infeções oportunistas. As células alvo do VIH são os linfócitos T CD4+.

As três principais vias de transmissão do VIH são: o contacto sexual, a exposição a fluidos ou tecidos corporais infetados e da mãe para o feto ou criança (durante a gravidez, parto ou amamentação). É possível isolar o VIH na saliva, lágrimas e urina dos indivíduos infetados, mas não há casos registados de transmissão por essas secreções e o risco de infeção é insignificante.

Os dois vírus que causam infeção VIH/SIDA são o VIH-1 e o VIH-2. O VIH-1 é mais frequente na Europa, na África e na Ásia Central, do Sul e Oriental. O VIH-2 é o principal vírus causador de infeção VIH/SIDA da África Ocidental, apesar de ali muitas pessoas estarem também infetadas com o tipo VIH-1.

Uma análise de sangue relativamente simples e bastante exata (teste ELISA) pode ser utilizada para determinar se uma pessoa está infetada pelo VIH.

Embora ainda não exista cura para a infeção VIH/SIDA, estão disponíveis vários medicamentos, designados por anti-retrovíricos, que atuam em diferentes fases do ciclo de vida do vírus, e ajudam a retardar a progressão da doença. Atualmente, o tratamento é feito com uma terapêutica combinada, de 3 ou mais medicamentos, designada por HAART (tratamento anti-retrovírico de alta atividade). O tratamento anti-retrovírico em doentes infetados reduz a quantidade de vírus nos fluidos corporais para níveis indetetáveis, reduzindo assim também, significativamente, a capacidade de transmitir o VIH a outras pessoas.

Este conteúdo é meramente informativo, sendo os profissionais de saúde quem melhor podem responder a todas as suas questões sobre esta doença.