“Walk the Innovation” Imunoterapia

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Imunoterapia, uma forma inovadora de combater o cancro

A MSD promoveu no passado dia 4 de Julho, na Fundação Champalimaud, a reunião “Walk the Innovation – Imunoterapia” com o objetivo de refletir e discutir os desafios inerentes à imunoterapia, uma forma inovadora de combater o cancro, em concreto as alterações de paradigma no desenvolvimento clínico, acesso à terapêutica e seleção de doentes e o acesso após aprovação e comercialização dos tratamentos inovadores de imunoterapia.
“Para a MSD Oncologia ajudar pessoas a combater o cancro é a nossa missão, apoiar a acessibilidade aos nossos medicamentos oncológicos é o nosso compromisso, e continuar a pesquisa na imuno-oncologia é o nosso foco, para proporcionar, potencialmente, uma nova esperança às pessoas com cancro. O nosso objetivo é traduzir a ciência inovadora em inovações biomédicas para ajudar as pessoas com cancro em todo o mundo”, afirma Mafalda Nogueira, Medical Advisor da MSD Portugal.
A Imunoterapia é um tratamento inovador que utiliza agentes biológicos que estimulam o sistema imunitário e o ajudam a corrigir os mecanismos de defesa alterados, em caso de doença. Este conceito aplica-se a qualquer tipo de agressão, contudo mais recentemente, e devido aos avanços das Ciências Básicas, surgiram terapêuticas inovadoras na área oncológica que utilizam mecanismos imunológicos inovadores, para tratar vários tipos de cancro.

Segundo o vice-presidente sénior e responsável pelo desenvolvimento clínico global da Merck Research Laboratories, Roy Baynes, “a MSD está a desenvolver um amplo programa de investigação em imuno-oncologia, atualmente com mais de 85 estudos em 30 tipos diferentes de tumores”.
De acordo com um estudo realizado por Frank Lichtenberg, Professor de Gestão na Columbia University Graduate School of Business, Investigador Associado do National Bureau of Economic Research e membro da CESifo Research Networkprof, sobre o impacto dos medicamentos inovadores em Portugal, nomeadamente na área da oncologia, pode concluir-se:

  • As doenças com mais entrada de inovação terapêutica apresentam mais ganhos em saúde: concretamente apresentam maior redução de mortalidade precoce e menor morbilidade medida por número de hospitalizações.
  • Há uma correlação inversa entre o número de mortes precoces (<70 ou < 80 anos) e a entrada de novos medicamentos num período de tempo anterior, ou seja quanto mais entrada de inovação, menor a mortalidade precoce.

As estimativas indicam que em 2010:

  • Os medicamentos registados entre 1996-2004 reduziram em 141.300 anos de vida perdidos por doença antes dos 70 anos.
  • Os medicamentos registados entre 1996-2004 reduziram em 192.028 anos de vida perdidos por doença antes dos 80 anos
  • Os medicamentos registados entre 1994-2002 reduziram em 26.645 anos de vida perdidos por doença oncológica antes dos 80 anos
  • É estimado que a inovação farmacêutica terá reduzido em 2% ano o número de hospitalizações por cada 100.000 habitantes.
  • Tendo em conta estas estimativas e a despesa em 2010 com os medicamentos registados nos períodos analisados, o custo por cada ano de vida ganho é inferior a €6000.

“Walk the Innovation” juntou à mesma mesa profissionais ligados à investigação pré-clínica e em contexto de estudo e profissionais na prática clínica, dos quais destacamos: António Parreira, Director Clínico Fundação Champalimaud; José Carlos Machado, Vice-presidente IPATIMUP; Rogério Gaspar, Vice-reitor da Universidade de Lisboa, Luis Costa, Director do Departamento de Oncologia e do Centro de Investigação CHLN; Bruno Silva Santos, Vice-director do IMM; Ana Castro, Médica Oncologista, Hospital Santo António; José Dinis, Médico Oncologista, Director da Unidade de Investigação Clínica, IPO Porto; António Melo Gouveia, Director dos Serviços Farmacêuticos; Marta Temido, Administradora Hospitalar H. São Crisóstomo e presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares.