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O combate à resistência antimicrobiana é hoje mais importante do que nunca. Saiba porquê.

Desde o seu desenvolvimento que os antibióticos transformaram os cuidados de saúde e salvaram inúmeras vidas em todo o mundo. Mas os níveis crescentes de resistência antimicrobiana tornam os antibióticos atuais menos eficazes. Não existe uma única ou simples solução para este problema tão complexo, mas estamos empenhados em investir o nosso conhecimento e os nossos recursos, em conjunto com os nossos parceiros, para podermos contar com os antibióticos de que vamos necessitar. Há vidas em risco. O tempo de agir é agora.

Fiéis ao nosso legado e compromisso na prevenção e tratamento de doenças infeciosas, é com orgulho que anunciamos a decisão de investir $ 100 milhões na próxima década no recém-criado AMR Action Fund. Esta parceria inovadora entre grandes companhias farmacêuticas, filantropos, bancos para o desenvolvimento e organizações multilaterais, terá como propósito reduzir a distância entre o pipeline inovador de antibióticos e os doentes. É urgente o desenvolvimento de novos antibióticos. Com este Fundo para a investigação e desenvolvimento (I&D), o nosso objetivo coletivo é poder trazer dois a quatro novos antibióticos aos doentes e profissionais de saúdes até ao final da década.

5 Razões que nos levam a estes esforços conjuntos para combater a resistência aos antibióticos

1. É urgente desenvolver novos antibióticos. No entanto são poucos os que se encontram em desenvolvimento

A resistência antimicrobiana é um fenómeno natural através do qual as bactérias constroem defesas contra os antibióticos. A natureza da resistência leva à necessidade constante de desenvolvimento de novos antibióticos para que possamos estar um passo à frente de agentes patogénicos resistentes.

A MSD tem mantido o seu compromisso constante de investigação e desenvolvimento nesta área ao longo dos últimos 80 anos e trouxe novos tratamentos em cada década. No entanto, importantes desafios científicos, regulamentares e económicos desencorajam a inovação em antibióticos, o que levou a um declínio significativo no número de companhias que desenvolvem I&D nesta área, nas últimas duas décadas. Ao reconhecer que não existe uma solução única para este problema, a MSD e outros sugeriram uma séria de reformas de política em várias regiões do mundo. O tempo está a esgotar-se. Necessitamos de colaboração com autoridades e decisores a nível mundial para que a inovação nesta área possa dar o salto nas próximas décadas.

2. Uma vez aprovados, precisamos de garantir que os antibióticos são bem utilizados

Concordamos com a premissa de que o desenvolvimento de novos antibióticos é crítica, mas a diminuição da resistência aos atuais medicamentos é igualmente crucial. A utilização adequada é fundamental para tratamento de doentes com infeções resistentes e para preservar a eficácias dos antibióticos.

Precisamos de trabalhar em conjunto para implementar políticas e programas baseados em evidência que apoiem a prescrição e utilização apropriada de antibióticos. Na MSD, estamos a investir de forma significativa em programas de apoio à prescrição correta de antibióticos, ajudando hospitais em todo o mundo no desenvolvimento e na implementação de programas centrados no doente que são personalizados a nível local com base em fatores epidemiológicos, clínicos e económicos. Também disponibilizamos fundos para apoiar uma variedade de iniciativas que pretendem fomentar o combate à resistência antimicrobiana.

3. Devemos monitorar as tendências de resistência e utilizar os dados para informar sobre a prescrição

Para assegurar a correta prescrição de antibióticos, devemos garantir que as orientações clínicas se mantêm atualizadas e baseadas em tendências de resistência. Estudos de monitorização podem ajudar a) na identificação destas tendências e b) na emergência de novas estirpes resistentes.

Na MSD trabalhamos com entidades de saúde pública, profissionais de saúde e companhias de diagnósticos para a geração de informação sobre utilização apropriada com base em dados de monitorização. Um dos maiores programas de monitorização da resistência antimicrobiana, o nosso estudo SMART (Study for Monitoring Antimicrobial Resistance Trends) coligiu cerca de 500,000 isolados bacterianos, de 217 instituições, em 63 países em 2002. Esta informação pode ajudar a controlar o desenvolvimento de resistência antimicrobiana através de informação sobre planos de tratamento adequados e de orientações de prescrição que garantam que os antibióticos são utilizados de forma apropriada.

4. Precisamos de pensar para além da saúde humana

O desafio da resistência antimicrobiana é multifacetado e acreditamos que uma abordagem, One Health, para a criação de políticas é crítica para atingir uma boa saúde para as pessoas, animais e ambiente.

Quando falamos de saúde animal, as vacinas devem ser consideradas uma primeira linha de defesa contra infeções bacterianas e doenças virais. Ao prevenir doenças, as vacinas podem ajudar a minimizar a necessidade de antibióticos. A MSD Saúde Animal é um dos maiores produtores de vacinas para saúde animal. Distribui cerca de cem mil milhões de doses de vacinas anualmente. Estamos também envolvidos em esforços de colaboração para garantir que novos e atuais antibióticos são eficazes hoje e no futuro, para todas as espécies.

Proteger o ambiente através de uma produção responsável é outra componente essencial da abordagem One Health. Para combater os crescentes níveis de antibióticos no ambiente, investimos mais de $ 100 milhões para garantir que descargas industriais não constituem um risco para a saúde humana ou para o ambiente. Também trabalhámos com os nossos parceiros na AMR Industry Alliance para a definição de objetivos de produção baseados na ciência que garantam um escrutínio robusto das cadeias de distribuição industriais.

5. O tempo para agir contra a resistência antimicrobiana é agora

Recebemos vários sinais de alarme sobre os perigos da resistência antimicrobiana. Com uma colaboração entre a comunidade científica e decisores, ela pode ser prevenida. Todos temos um papel a desempenhar à medida que nos preparamos para a próxima crise em saúde. Sabemos que se não agirmos, a resistência antimicrobiana terá consequências globais significativas. Temos de atuar já para implementar medidas que garantam que temos os antibióticos que precisamos para a nossa geração e para as gerações vindouras.

 

Durante este mês vamos reforçar a importância do compromisso da MSD com a investigação de antibióticos, através de um plano de comunicação. Passa, essencialmente, por divulgar nas nossas redes sociais e no nosso site dois dados importantes que vão marcar este mês de novembro. O Dia Mundial da Pneumonia e a Semana Mundial dos Antibióticos são duas efemérides que ajudam a reforçar a relevância da resistência antimicrobiana.

PT-NON-00676 11/20